A Beleza da Obsessão
Capítulo 1.08 - "Ferida"
Evitamos ao máximo nos ferir. Seja de qualquer tipo de lesão, e utilizamos de qualquer forma de proteção. Mas às vezes nos esquecemos que algumas feridas não podem ser prevenidas…
2006.

<Juan>> Eu ainda não entendi por quê você me disse que a Karine é tão má assim.
<Leandro>> Não está na cara? Todos sabem que ela matou a Alícia! Ela está presa, e é óbvio que ela é a culpada.
<Juan>> Sabe, mesmo a justiça as vezes comete erros.
<Leandro>> Eu sei. E como comete erros, mas neste caso em específico não houve erro algum.
<Juan>> Como você tem tanta certeza disto?
<Leandro>> Nossa! Olha a hora! Eu tenho que trabalhar agora.

<Juan>> Trabalhar? No que você está trabalhando agora?
<Leandro>> Sou o segurança de uma escola infantil… E é preciso me apressar ou senão eu perco o emprego!
<Juan>> Ah sim, me desculpe. Você aí todo atarefado e eu tomando seu tempo. Bom, você já contribuiu e muito para a minha investigação Leandro. Muito obrigado.
<Leandro>> De nada. E sobre esse assassinato, acho melhor deixar quieto. Muitas pessoas já se machucaram por causa dele, e mais pessoas podem se machucar.

<Juan>> Tudo bem, eu estarei prevenido Leandro. *pensando* Você nem sabe o quanto…
1991.

<Natália>> Falem logo o que precisam de falar comigo! Estou esperando!
<Alícia>> Acalme-se Natália. Tudo em sua hora…
<Renan>> Afinal, você traiu a confiança da Alícia tão calmamente, por que a pressa agora?
<Natália>> Eu trai sua confiança Alícia? Como assim?!

<Renan>> Hora, não se faça de boba Natália. Eu e minha querida aqui sabemos que você andou atrás de Leandro Humpfrey. O que você pretendia com esse caso repentino?! Diz!
<Natália>> Eu não tive um caso com ele!
<Alícia *brava*>> CHEGA NATÁLIA! Eu sei o que você fez. Eu sei que não posso confiar em você mais. Eu te dei casa, comida, roupas, e tudo mais o que uma pessoa poderia querer. E como você me agradece?! Tendo um caso com Leandro Humpfrey!
<Natália>> Mas eu não estou…
<Alícia *brava*>> Nada de mas! Agora a única forma de você continuar morando nesta casa é acabar com este caso, e ainda acabar com o namoro dele com aquela funcionária imbecil. E é melhor que você faça isto rápido, ou senão… Rua!

<Natália *pensando*>> Eu não acredito que isto esteja acontecendo…
No outro dia…

<Alícia>> Karine eu preciso de ter uma conversa séria com você. Vá até a minha sala por favor.
<Karine>> Tudo bem dona Alícia. Só vou trancar o caixa e já estou lá.

<Karine>> Então, o que aconteceu?
<Alícia>> Bem, estive sondando estes dias todos os funcionários da minha companhia. Desde a fábrica, até as lojas e tudo mais. Com a ajuda de alguns assistentes consegui perceber que estou empregando dois por cento a mais do que eu realmente preciso.
<Karine>> Okay, e daí?

<Alícia>> E daí que eu preciso de demitir dois por cento dos funcionários para obter um lucro favorável.
<Karine>> Peraí! Você está me demitindo?
<Alícia>> É o que parece? Sim, estou te demitindo. Você agora está na rua. E tem um dia para entregar seu uniforme na sede principal da companhia.
<Karine>> Mas eu não entendo! Eu sempre trabalhei tão bem, nunca desrespeitei ninguém, sempre cumpri com minha obrigações… Por que você tinha que me escolher para deixar sua empresa?

<Alícia>> Ora queridinha… Você sabe como as coisas são. Na sua cabecinha você estava se esforçando, mas não foi isto que eu notei no período em que você trabalhava aqui. Além do mais, notei que o dinheiro do caixa esteve baixo desde que você entrou aqui.
<Karine>> Você está dizendo eu eu roubei o dinheiro do caixa?! Dona Alícia, me desculpe mas você está me ofendendo!
<Alícia>> Perdoe-me pela indelicadeza. Se não foi você então só me resta acreditar que quem roubou este dinheiro foi a Sara, uma funcionária que esteve sempre impecável. É uma pena, mas terei que demiti-la.

<Karine>> NÃO! Não demita a Sara, ela precisa muito deste trabalho. Se você acha que eu roubei seu dinheiro, tudo bem. Você tem todo o direito de desconfiar de tudo e de todos.
<Alícia>> Ah, que pena! Eu vejo que você ficou magoada com sua demissão.
<Karine>> Não, não. De jeito nenhum. Afinal por que eu trabalharia num lugar em que minha chefe acha que eu sou uma ladra? Até mais ver Alícia.
<Alícia>> Até mais ver. *pensando* Imbecil…

<Gyallianh>> Lúcio?! O que faz por aqui?
<Lúcio>> Gyallianh, eu estou muito arrependido pelo jeito que venho agindo nos últimos tempos, por favor me perdoe. Deixe-me entrar.
<Gyallianh>> Pensei que você já tinha dito tudo o que queria dizer lá no seu escritório.
<Lúcio>> Eu estava de cabeça quente. Muitas coisas vem acontecendo de uma vez e eu acabei descontando tudo em você, o que foi muito errado. Por favor, me deixe entrar.

<Gyallianh>> Então, você está arrependido e o que mais?
<Lúcio>> Queria que você me perdoasse por ser tão idiota.
<Gyallianh>> Tudo bem Lúcio. Eu te perdôo.
<Lúcio>> Sério?
<Gyallianh>> É. Agora dê licença de minha casa por favor.

<Lúcio>> Bem, na verdade Gyallianh eu também queria falar sobre outra coisa.
<Gyallianh>> Então fale logo e dê o fora.
<Lúcio>> É sobre a companhia Humpfrey. Ultimamente andamos tendo muito prejuízo em nossas vendas e estamos perto da falência.
<Gyallianh>> Nossa! E o que você vai fazer sobre isto?

<Lúcio>> Eu não sei Gyallianh, e eu estou desesperado! Se a companhia Humpfrey falir, eu e minha família ficamos sem ter onde morar!
<Gyallianh>> É Lúcio, bem que você procurou isto. Você deveria ter tomado o controle da sua empresa, e não deixado tudo por conta daquele Felipe.
<Lúcio>> Eu sei. E só queria te dizer isto por que foi por isto que eu falei daquele jeito com você. E se você ainda quiser alguma coisa comigo eu estarei te esperando, e irei dizer pro mundo inteiro que estamos juntos. Claro, só se você quiser.
<Gyallianh>> Tudo bem. Eu vou pensar no seu caso. Agora dê licença de minha casa, por favor.

<Gyallianh *pensando*>> Ah Lúcio, se você soubesse o quanto me dói ter de fazer isto… Mas você precisa de aprender que pode muito, mas não pode tudo. Temo pela família Humpfrey…

<Sara>> E então Karine, o que a megera queria com você?
<Karine>> Bem, sendo curta e grossa, ela queria me despedir.
<Sara *espantada*>> O quê?! Você foi demitida?
<Karine>> Fui. E a razão que ela me deu foi que ela tinha contratado dois por cento a mais de funcionários do que ela precisava, e agora ela tinha que despedir estes dois por cento.

<Sara>> Nossa Karine, eu não sei o que dizer. Você está bem?
<Karine>> Estou, estou sim. Mas logo, logo eu arranjo qualquer outro emprego aí. Não preciso de ficar sendo funcionária dela pra sempre.
<Sara>> Mas isto não pode ficar assim! Eu tenho que fazer algo sobre esta demissão!

<Karine>> Não Sara, é melhor não. Deixe estar. Um dia qualquer esta Alícia Lima cairá, você verá.

<Lívia *chorando*>> Como ele pôde fazer aquilo comigo?! Por que ele me bateu?! Do que ele estava fugindo!? Ó Amadeu, por que você não me quer?!
Toc-toc!
<Lívia *enxugando o rosto*>> Entre.

<Lúcio>> Você está bem Lívia?
<Lívia>> Estou sim pai. Não se preocupe.
<Lúcio>> Precisa de alguma coisa?
<Lívia>> Não, não… Eu estou bem. Só me deixe sozinha okay?
<Lúcio>> Tudo bem, como quiser.

<Sara *brava*>> Alícia! Você pensa que é quem?!
<Alícia>> Do que você está falando garota?
<Sara *brava*>> Demite qualquer um à qualquer momento sem mais explicações?!
<Alícia>> Ah, então você ficou brava por que eu demiti sua amiga? Não se preocupe Sara, ela é garota bonita, e garotas bonitas assim ganham dinheiro fácil.

<Sara *brava*>> Você me dá nojo Alícia, pensa que pode tudo, pensa que pode mandar em tudo… Mas você não é a dona do mundo.
<Alícia *brava*>> Eu já tolerei um chilique seu Sara, não tolerarei outro! É melhor me respeitar garota!
<Sara *brava*>> Ou senão o quê?! Vai me demitir também é? Eu acho que já tivemos esta conversinha.
<Alícia>> Não acho que será preciso, seus atos já são bastante para eu te demitir com justa causa, entrar com um mandato de segurança e tirar todos os seus direitos.

<Sara>> Você não ousaria.
<Alícia>> Ah não é? Pois então experimenta continuar deste jeito. Este país é comandado pelos poderosos e não pelas caixas de locadoras.
<Sara>> Se é assim, então eu me demito. Chega!
<Alícia>> Que bom, você tem um dia para entregar seu uniforme na sede principal da companhia. Até mais ver Sara.

<Alícia *pensando*>> Essa gentinha que se acha. Coitada…

<Felipe>> Por quanto tempo mais você vai me ignorar?
<Carla>> Olhe Felipe, eu não sei por quanto tempo. Mas como você pôde se demitir?! Como nós viveremos agora? O seu emprego na companhia Humpfrey era nossa única fonte de renda. Agora nós estamos falidos!
<Felipe>> Carla, não é bem assim. Eu posso arranjar outro emprego.
<Carla>> Com um salário daqueles só se você tivesse o mesmo cargo na companhia Lima!

<Felipe>> Eu sei…
<Carla>> Você está planejando arrumar um emprego na companhia Lima?! Mas e toda a sua amizade com os Humpfrey?
<Felipe>> Carla, você terá que me entender. Aconteceram algumas coisas entre mim e os Humpfrey, e eu acho que teremos que nos afastar deles.

<Carla *nervosa*>> Chega Felipe! Eu não vou aceitar mais ordens de você! Já não bastasse trair minha confiança ainda tem que me impor o que fazer e o que não fazer?!
<Felipe>> Você ainda está brava por causa da história de minha filha não é?
<Carla>> E como você queria que eu ficasse?! Você tem uma filha com outra mulher, eu não posso confiar mais em você! Sabe Deus quantos segredos mais você deve guardar.

<Felipe *irritado*>> Eu não acredito que você está duvidando de mim Carla! Nós prometemos um ao outro que confiaríamos em tudo que o outro dissesse!
<Carla *nervosa*>> E foi isto que eu fiz! Eu acreditei em você quando você disse que não tinha filhos. Acreditei em você quando disse que era descompromissado. Acreditei em você quando disse que seu emprego era fixo, e que tudo era um mar de rosas! Eu acreditei em você Felipe!

<Felipe *bravo*>> Então é assim?! As coisa deixam de ser perfeitas em seu mundo cor de rosa, e você vem jogando todos os meus erros pra cima de mim?! Mas então lembre-se de olhar no espelho! Eu venho sustentando aquela companhia, e este casamento sozinho há anos. Você nunca me ajudou em nada Carla, você nunca procurou por emprego -
<Carla *chorando*>> Por que eu acreditei que você iria nos sustentar! Por que eu acreditei em você!
<Felipe *gritando*>> MENTIRA! Você nunca quis saber de trabalho! Você nunca quis saber de nada! Sempre viveu como uma vagabunda, nunca levou nada a sério!
<Carla *soluçando*>> Então é isso que você acha que eu sou?! Uma vagabunda? Felipe, eu acreditei que você me amava… Mas foi tudo um erro. Eu vou dormir fora hoje, depois eu volto pra pegar minhas coisas.

<Felipe *gritando*>> Carla espera! *pensando* Burro! Burro!

<Lívia *pensando*>> Não tenho mais por quê viver. Sem ele eu não sou nada, nada! É melhor morrer do que continuar vivendo sem ele. Sem ele eu sou apenas uma caixa vazia. Vazia… *começa a chorar* Meu Deus, o que eu fiz para que ele não me amasse? Onde eu errei? Não sinto mais vontade de comer, vontade de acordar… Não sinto mais vontade de viver… Me sinto abandonada aqui. Abandonada por ele… Amadeu volta!

<Lívia *pensando*>> É melhor eu acabar com isso tudo logo de uma vez!

<Leandro>> Nossa Karine, que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?
<Karine>> Aconteceu sim Leandro, eu fui despedida hoje.
<Leandro>> O quê?! Como? E por quê?
<Karine>> Ah, é uma longa história. E eu não quero contá-la mais uma vez. Me abraça Leandro.

<Leandro>> Pronto, pronto… Passou… Você está bem?
<Karine>> No momento não muito. Mas sei que com o tempo eu vou ficar. Preciso de começar a procurar emprego novamente.
<Leandro>> É verdade. Mas se você precisar de alguma ajuda é só chamar okay?
<Karine>> Tudo bem Leandro.

<Natália *entrando na sala*>> Oh! Que momento mais lindo este que vemos aqui!
<Leandro>> Natália?! O que você quer aqui?!
<Karine>> Quem é essa Leandro?

<Karine>> Leandro? Quem é esta?
<Natália>> Vamos, explique-se Leandro! Quem sou eu?
<Leandro>> Ela é uma pessoa que já devia ter sumido daqui faz tempo! *sussurrando* Eu já disse pra você sair da minha vida Natália!
<Natália>> Bom, já que ele não quer me apresentar, eu mesma o faço. Eu sou Natália Soares, e este seu querido namorado terminou o namoro comigo ontem!

<Karine *espantada*>> O quê?! Leandro, você me traiu?!
<Leandro>> Não Karine! Eu posso explicar!
<Natália>> Explicar o quê Leandro?! Que enquanto você declarava seu amor pra ela por telefone, você estava aos beijos e abraços comigo? Por que você não me contou logo que estava namorando, antes de me iludir com você Leandro? *finge chorar*
<Leandro>> Pare com este fingimento Natália!

<Karine>> Eu não posso acreditar que você tenha me traído Leandro… Eu não posso! Você disse que me amava!
<Natália>> Ele disse a mesma coisa para mim…
<Leandro>> Karine, não dê ouvidos ao que ela diz! Eu te amo, e sempre te amei… Eu não te traí. Só tive um pequeno caso com ela quando nós ainda mal nos conhecíamos…
<Karine>> Eu acreditei nas mentiras que você me contou… Como pôde me enganar deste jeito Leandro?! Como?! Eu vou embora…

<Natália>> Não, não vá! Ele nos deve uma boa explicação!
<Karine>> Eu não quero ouvir mais explicações dele… Eu só quero ir para casa.

<Lúcio *correndo, desesperado*>> Leandro! Sua irmã, ela está desmaiada no quarto dela! Chame uma ambulância, rápido!

Ao anoitecer…

<Alícia>> Espero que os dois cavaleiros estejam confortáveis.
<Renan>> Ah eu estou sim querida Alícia.
<Felipe>> Eu também. Mas então, falemos sobre os negócios. Quando a empresa Lima finalmente dominará o mercado por si só?
<Alícia>> Ora meu caro Felipe, você deve saber mais do que ninguém que coisas assim não acontecem de uma hora para outra. É preciso tempo… Mas com calma tudo se ajeita. E então, me diga, qual era aquela pequena história que eu preciso de acobertar?

<Felipe>> Agora não importa mais… Ela já foi descoberta pelas pessoas que não poderiam saber dela, e agora não importa. O nosso acordo agora é extremamente sobre negócios.
<Renan>> E então Alícia, com qual cargo ele ficará na empresa?
<Alícia>> Gerente geral. O mesmo que ele tinha na companhia Humpfrey. Mas agora um brinde à nossa aliança que em breve dominará todo o mercado da região de Simyti!
<Renan>> Um brinde!

<Alícia *pensando*>> Em breve… Tudo o que eu sempre quis estará em minhas mãos… Parece até um sonho.
2006.

<Juan>> Posso entrar?
<Mulher>> Juan? Faz bastante tempo que não nos vemos… O que veio fazer por aqui?
<Juan>> Falar com você. Posso entrar?

<Mulher>> Pode claro, ah e para se sentir mais confortável não me chame de senhora Natália, como costumam me chamar. Pode me chamar só de Natália. Parece que depois que enriquecemos as intimidades se tornam raras…
É, algumas feridas são imprevisíveis, e inevitáveis… O que eu acho mais triste não é o fato de nos ferirmos, mas sim o fato de algumas cicatrizes nos seguir pelo resto de nossas vidas…
A Beleza da Obsessão, uma novela de RODRIGO BITTES, com…
Laura Moore
Eric Banana
Fabiana Loratzk
Raquel Loiola
Marcous Labareda
Mary Jane
Rômulo Roberto
Reinaldo Xianechinne
Apresentando
Brad Pití como Juan
Deborah Seco como Natália
Cauã Reimonde como Amadeu
Carolina Ferras como Paula
Participação Especial
Jasmin Prado como Marília
Nikki Kyd Man como Médica
Atriz Convidada
Amelie Secreti
Ator Convidado
Thadeu Rombado
Bella Tompson como Alícia
Iluminação
Ave-lá
Cenário
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Direção
Rodrigo Bittes
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Thursday, 29 / 11 / 2007 às 10:00 pm
Adorei!! Como sempre D+, espetacular!!
Nota 10, to aguardando o próximo capítulo!!
Thursday, 29 / 11 / 2007 às 10:43 pm
ADOREI!
Muito bom o episodio, como sempre, o fim é que eu não entendi direito….
mesmo assim otimo, nota 10!
Friday, 30 / 11 / 2007 às 11:46 am
Brigado Felipe Souza, brigado Duda
!
Duda, não tenha pressa, logo, logo, todo mundo vai entender tudo na novela
(tirando alguns erros no roteiro q são realmente incompreensíveis, ahuahuahua)